05/12/2021
Dieta das proteínas emagrece, pois, sem carboidratos o corpo fica sem
energia. O fígado tem, então, que trabalhar para transformar a proteína em
energia para o cérebro. O corpo trabalha mais para compensar a falta dos outros
elementos e a pessoa emagrece. De acordo com o médico, uma alimentação rica em
proteína realmente ajuda a emagrecer em um curto prazo de tempo, principalmente
porque faz a pessoa perder muita água. Mas em longo prazo, traz resultados
ruins porque a falta de outros elementos, como o carboidrato, pode provocar
também falta de energia e fraqueza e até favorecer o ganho de peso, caso a
pessoa abandone a dieta. Fora isso, ingerir uma quantidade exagerada de
proteína pode também ser uma medida inútil porque o organismo acaba não
aproveitando e eliminando o excesso através da urina, agravando problema renal.
Como os rins eliminam os produtos do metabolismo da proteína (como ureia,
amônia, dentre outros resíduos nitrogenados), seu consumo elevado pode aumentar
a taxa de filtração glomerular, causando aumento da pressão dentro dos
glomérulos. Isso pode fazer com que a função renal seja prejudicada
progressivamente. Além disso, também pode haver sobrecarga do fígado, por ser o
órgão responsável pela metabolização de aminoácidos.
Extraído entre outras
fontes:
Os aminoácidos em excesso são convertidos pelo fígado em moléculas úteis,
num processo denominado desaminação. A desaminação converte o nitrogênio dos
aminoácidos em amônia, a qual é por sua vez convertida pelo fígado em ureia
durante o ciclo da ureia. A ureia é depois excretada pelos rins.
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Osteoporose: O caráter ácido das proteínas de origem animal acidifica o sangue, forçando o corpo a retirar cálcio dos ossos para neutralizar esta acidez. O consumo excessivo e prolongado de proteína de origem animal causa perda de cálcio através da urina e predispõe à osteoporose.
Sobrecarga Renal: durante o metabolismo das proteínas são produzidos alguns resíduos como ureia, creatinina que em excesso são tóxicos ao organismo e precisam ser excretados pela urina. Quanto mais proteína, maior o esforço renal. O consumo excessivo de proteína e a consequente eliminação de cálcio pelos rins aumenta o risco de formação de cálculos renais.
Referência:
Além do sódio, o excesso de proteína também aumenta a excreção
urinária de cálcio. Cada grama de proteína metabolizada vai aumentar os níveis
de cálcio urinário em 1.75 miligramas, em média. Portanto, se uma pessoa dobrar
a quantidade proteica da sua dieta vai aumentar em 50 por cento essa excreção
urinária de cálcio. Por outro lado, alimentos que contêm bastante proteína
também apresentam fósforo em sua composição, o qual tem efeito hipocalciúrico,
melhorando esse efeito da proteína.
Referência:
Cálcio, magnésio e fósforo se aninham na trama de proteína. Os sais de
cálcio e as proteínas do tipo colágeno são responsáveis pela rigidez do tecido
ósseo. Cerca de 50 a 60% do cálcio circulante está ligado a estas proteínas.
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Proteínas são macromoléculas biológicas constituídas por uma ou mais cadeias de
aminoácidos, que servem para a construção e manutenção em todas as estruturas
do corpo humano. As transportadoras, as catalisadoras, reguladoras, de defesa,
estruturais, e as contráteis; 50 a 100 mil tipos. Todas contêm carbono,
hidrogênio, nitrogênio e oxigênio, e algumas enxofre, fósforo, ferro, zinco e
cobre. Tem todos essenciais: trigo integral, nozes, soja, germe de trigo,
castanha-do-pará e amendoim.
Eu preciso de até 52 g de proteínas diárias. Ingestão de 0,8 g de
proteína/kg/dia. Geralmente 15% das calorias totais da dieta.
São seis os nutrientes essenciais: hidratos de carbono, lipídeos, proteínas,
água, vitaminas e minerais. A proteína é uma macromolécula formada por pequenas
moléculas (menor parte divisível de uma substância) de aminoácido, ela é
formada por no mínimo três aminoácidos.
Aproximadamente 500 tipos de aminoácidos foram descobertos na natureza.
No entanto, somente 20 atuam como constituintes das proteínas do nosso
organismo. Combinações complexas destes 20 tipos resultam em mais de 100 mil
tipos de proteínas. Quando ingerimos alimentos como peixes e cereais, as
proteínas neles contidos são primeiro degradadas em 20 tipos de aminoácidos, e
então reconstruídas em outras proteínas no interior do nosso organismo.
Aminoácidos livres existem em qualquer alimento, pois no nosso organismo em
alguns momentos os aminoácidos ficam livres então pode ter pequena
quantidade na carne aminoácidos livres. Feijão não tem todos nove
essenciais, mas arroz complementa. Não há reservas de aminoácidos livres no
organismo. Qualquer quantidade acima das necessidades para a síntese proteica
celular e para a dos compostos não proteicos que contém nitrogênio será
metabolizada. O corpo não possui reserva de proteína comparável à grande
reserva de energia existente no tecido adiposo e no glicogênio. Toda a proteína
no corpo é representada por proteína funcional, isto é, faz parte das
estruturas teciduais ou faz parte dos sistemas metabólicos, tais como sistemas
de transportes, hormônios, etc. Qualquer quantidade abundante de proteína não
poderá ser armazenada na forma de proteína; o corpo degradará a proteína que
não foi utilizada, oxidará os aminoácidos liberados e excretará seu nitrogênio
juntamente com a urina. Como alternativa, os aminoácidos podem ser convertidos
metabolicamente em glicose ou ácidos graxos que poderão ser armazenados nos
respectivos reservatórios.